A economia mundial passa por um momento de instabilidade e indefinições em relação ao desempenho dos próximos anos. A disputa comercial entre EUA e China, e o Brexit, são alguns importantes fatores que têm influenciado o cenário econômico.

De um modo geral, os juros internacionais voltaram a cair visando incentivar o crescimento econômico, ainda que já estivessem em patamares historicamente baixos. O Federal Reserve (FED) reduziu, em 18 de setembro de 2019, as taxas de juros básicas do país em 0,25 pontos percentual, determinando o intervalo entre 1,75% e 2% ao ano.

Por outro lado, os Estados Unidos, a primeira economia do mundo, têm registrado uma sólida evolução do seu PIB. O gráfico abaixo demonstra um recorde de tempo de crescimento mensal, iniciado a partir de junho de 2009.

Já a economia brasileira se encontra em contexto de baixo crescimento, de quase estagnação. Após um PIB negativo de 3,5% em 2015 e de 3,3% em 2016, e de um PIB positivo de apenas 1,1% em 2017 e 2018, a expectativa é de que o país tenha um PIB em 2019 ainda abaixo de 1%.

O Banco Central do Brasil (BCB) reduziu a taxa básica de juros da economia, a Selic, para 5,5% ao ano. Dessa forma, os juros reais no Brasil se encontram ao redor de 2,0% ao ano, bem abaixo de 7,38% em maio de 2017. A inflação medida pelo IPCA encontra-se em 3,4% para os últimos 12 meses terminados em agosto de 2019, portanto, abaixo da meta de 4,25% estipulada pelo CMN para o ano.

O gráfico a seguir demonstra a evolução da meta da taxa Selic, do IPCA e dos juros reais de janeiro de 2017 até agosto de 2019.

Por fim, vale destacar que a economia brasileira, com as reformas da previdência e tributária, e novas privatizações, contempla a expectativa de uma melhora a partir de 2020. Porém, outras medidas de crescimento se tornam necessárias visando à uma maior taxa de investimento e ao aumento da produtividade e da elevação do grau de confiança dos empresários e investidores, seja no Brasil ou no exterior.